5.12.06

NOVO CEMGFA

Novo chefe das Forças Armadas defende «tratamento especifico»
Na tomada de posse no cargo de Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, o general Valença Pinto, defendeu que as restrições impostas pela «condição militar» implicam que os militares beneficiem de um «tratamento específico»
Para o sucessor de Mendes Cabeçadas, a condição militar é «um valor que pertence ao Estado, por ser garante de uma acrescida liberdade e independência da sociedade nacional», que impõe a «servidão constante» e que «define para os militares um estatuto próprio e singular».
«Os militares têm que ser tratados como aquilo que são, isto é, um corpo com obrigações especiais, que implica tratamentos próprios e diferenciados, são um corpo diferenciado no quadro da administração pública», distinguiu. Mas este é ainda um valor que «impõe a todos os militares, em todas as situações, uma exigência estrita no plano da ética, das atitudes e dos comportamentos», acrescentou.
Ainda enquanto Chefe de Estado-Maior do Exército, Valença Pinto foi um dos subscritores de um memorando ao ministro da Defesa, na qual os chefes militares questionam algumas medidas restritivas preconizadas para o sector.Valença Pinto, recorde-se, assume o cargo numa altura de contestação noseio das Forças Armadas, expressa recentemente num «passeio» de descontentamento que percorreu o centro de Lisboa, organizado por militares na reserva e na reforma.
Ainda assim, já à saída da cerimónia, o novo CEMGFA desvalorizou as acções de protesto que têm sido promovidas pelas associações, que falam de um descontentamento generalizado nas Forças Armadas: «Nem tudo corre bem, como é evidente, mas daí até se generalizar uma ideia de descontentamento e de insatisfação vai uma enorme margem.»
Visão Online 05/12/2006

Sem comentários: